quinta-feira, 15 de maio de 2008

ao amor, ou como fazer um poema sem saber

o gasto o estrago.
a dúvida a subliminaridade.
a dor?
ardor!

não tenha tanto medo assim.
não tenhamos tanto medo assim.
não existe tanto tempo pra tanta coisa assim.

as coisas nascem sem saber. sem prever.
e por isso elas não tem explicação.
sentimento eu não explico. (me explica?)

inspiração não existe. existe o fluxo.
existe você. e eu.
e mais nada.
ou milhões de outras coisas que eu digo sem dizer e só você entende.

entre cacos

era pra ser bonito como todas as coisas que me pesavam mas aí ele se subverteu. contorceu, feito minhoca.
eu não entendo de algos. eu não sei o que eles fazem ou deixam de fazer, por mais que me interesse por eles. eu sou apática pras coisas que não vejo. e mais ainda pras que vejo.
eu gosto de pontos. de frases curtas. de frases feitas. de frases. de frases feitas de palavras tortas.
eu sou sem novas. eu sigo os meus sapatos sem olhar pra onde eles vão porque eu já sei o caminho de cór.
mas acontece que eu não sei se o certo é mesmo de cór. ou de cor. mas de cór é preto e branco.
eu gosto de me sentir sozinha pra esperar alguém. e ouço as músicas do silêncio que as não-palavras dizem.
eu falo o pequenês de criança porque eu só quero crescer. sem ficar grande de mais.
eu ouço o jornal. eu leio o jornal. eu faço jornal. gostando de literatura.
eu grito mu(uuuuu)do pelas causas que me comovem. e pelas que eu nem sei.
eu me canso das coisas que eu não terminei.
"eu não sei. não sei. se isso é você. quem bate aí?"

eu acho que isso tudo não sou eu.
eu não gosto da primeira pessoa. do singular.