quarta-feira, 6 de junho de 2007

é só passar que a gente enxerga

a gente tem o hábito cruel de mecanizar as coisas. a gente homem, humanidade mesmo. no meio desses mecanismos todos estão nossos sentimentos. mecanizamos nossas milhares de desculpas. tem sempre uma desculpa que te impede, sempre uma desculpa que consola. e é sempre um perdão mecanizado.
eu tinha escrito, nos meus textos mentais. tinha reclamado, me ferido. mas só dá pra enxergar as coisas quando elas passam, tenho dito. está tudo mais claro agora que passou, eu estava mesmo muito mais errada que você. faltava a minha atitude, não a sua. faltava que eu corresse atrás. eu percebi, corri e vi.
vi que você é um dos caras mais maduros que eu conheço nessas suas calças sujas e rasgadas. e um dos mais homens também, eu confesso. a sua sensibilidade te faz muito mais homem do que essa barba toda jamais conseguiria. mas eu tenho essa mania de querer salvar o mundo, e quis salvar você. eu tô sempre tentando, inutilmente, fazer alguma coisa por você. é que eu te quero tanto bem... você não tá errado, nem fez e nem sente errado. e ela vai ver. ela, a outra ela, e a outra e as outras todas. é só passar que a gente enxerga. uma hora dessas ela olha pro lado e vê que você é o homem perfeito. não pra mim, ou pra ela. ou até pra ela, pode ser, mas o homem perfeito pro mundo. porque, poxa vida, você sente! você sente tanto e tão bonito que me comove. e é tão difícil e doído sentir, ainda mais sozinho, como a gente insiste em sentir que sente.
são por essas e outras, por ter tanto sentimento nisso, que eu sinto o mais bonito de todos os sentimentos possíveis por você. e pelas nossas conversas e pelo seu nexo e pela vontade bonita que você me dá.

2 comentários:

nana disse...

e eu amo tanto vcs dois!

A. Fleury disse...

fiz uma espécie de 'resposta'.
:*