sexta-feira, 15 de maio de 2009

alguma (ou nenhuma) verdade

na verdade, eu liguei porque queria te perguntar até onde vai o amor. mas eu desisti antes mesmo de você atender o telefone. antes mesmo de pensar em perguntar. porque talvez, assim como eu, você não faça a mínima ideia da resposta.
eu até poderia tentar saber sozinha, como venho tentando, mas sempre me dá aquela coisa, sabe? aquilo que me aperta o peito no fuuuundo. aquela angústia tão densa que me dá ânsia de vômito. aquilo que me deixa chata, reclamona e meio birrenta. mas a verdade mesmo, é que eu bem queria saber.
até onde vai a vontade de estar sempre junto, sempre perto, sempre de mãos dadas. sempre qualquer-coisa-desde-que-seja-junto. a mania estúpida de querer dormir abraçando tudo que é seu, pra fingir que já é você. a coragem de fazer tudo errado até que um outro tudo dê certo. até onde vai a saudade desmedida. o coração sempre prestes a se partir. a necessidade de contar, de ouvir, mesmo que seja só pra dormir tranquilo porque ouviu a voz do outro por x minutos.
mas talvez, na verdade, eu não queira saber. afinal de contas, quase sempre, saber pode ser doído ou demorado. pode ser só de um lado. e pode, até mesmo, ser invisível.

4 comentários:

nana disse...

nossa!

Gabriel disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Gabriel disse...

eu já me deparei com essa pergunta e essa mesma sensaçao quando tentei procurar sosinho a resposta. amor e essas vontades que vc citou nao são coisas que possam ser medidas, não há escalas pra isso e nem limite. conclui entao que na verdade o amor vai, sem até e sem onde... só vai.

nath disse...

ai.